terça-feira, 17 de abril de 2012

Decisões

‘[...] todos os dias, ao acordarmos, temos decisões a tomar [...]'. Ao assistir a um filme, me deparei com essa reflexão e por um momento fiquei pensando que decisões, nem sempre, são como escolher que curso fazer na faculdade ou para onde viajar. Diariamente fazemos escolhas, desde qual roupa usar, que horas dormir, ou até o que comer. Claramente, simples decisões cotidianas, mas estamos escolhendo o certo? Estamos escolhendo o que Deus deseja para nós?

Deus participa não só das grandes decisões, mas das pequenas também, Ele é pai e quer ajudar seu filho, quer participar do nosso dia-a-dia, quer ter intimidade conosco, porém, às vezes somos nós que não buscamos essa intimidade, e parece que Deus está longe. O Pai bate na porta do nosso coração, mas a decisão de abrir ou não é nossa, pois Ele nos deu o livre arbítrio, ou seja, o passe livre para realizarmos nossas próprias escolhas.

Mas quando abrimos o nosso coração para Deus entrar e O posicionamos no centro da nossa vida, tudo tende a se tornar mais fácil, inclusive nossas decisões. Em I Pedro 5.7 fala:"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós’’. Não há porque se estressar ou pensar em desistir de tudo, pois com Deus no comando, toda a ansiedade é controlada, ‘porque Ele tem cuidado de vós’.

E mesmo depois de ter Jesus no nosso coração, como saber qual escolha tomar? Bom, há dois métodos de falar com Deus, e principalmente, ouvir a resposta: a palavra d’Ele, a Bíblia Sagrada (Sl 119; 9-11; 105) e a oração, como Paulo escreveu aos moradores de Filipos: ‘’Não estejais inquietos por coisa alguma; antes das vossas petições sejam tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças’’. (Fl 4:6)

Portanto, vamos orar afim de que consigamos estar no centro da vontade de Deus, e como discípulos fiéis, seguir a Sua palavra e pedindo que Ele venha ser o guia do nosso caminho, e luz nas nossas decisões. Amém!


João Verçosa

Ministério de Comunicação Jovem Athus



sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Você poderia acusá-lo?"

Não sou muito de falar sobre datas especiais, mas também não posso deixar de falar o que realmente as Escrituras revelam sobre a Páscoa. Quando falamos a palavra “Páscoa” para alguém, possivelmente vem em seu pensamento o coelho e o chocolate que talvez irá ganhar e consumir. Mas existe uma outra coisa que a palavra “Páscoa” deveria nos lembrar, mas que infelizmente é esquecida por muitos devido ao consumismo alimentado durante esse período.

Em Êxodo 12,vemos Deus dando instruções sobre a festa da páscoa. Ele fala do cordeiro sem defeito que teria que ser sacrificado ao décimo quarto dia. Mas bem antes disso, já em Gênesis 22, vemos Abraão juntamente com seu filho Isaque indo realizar um sacrifício por fé e obediência a Deus, e quando os meus olhos chegam ao versículo 7, fico maravilhado ao ler a resposta que Abraão dá para seu filho quando este pergunta sobre o cordeiro: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto.

Por muito tempo eu achei que essa resposta foi apenas uma resposta sábia, mas depois ao ler Jesus dizendo “Abraão se alegrou por ver o meu dia” (João 8: 56), cri que Abraão teve uma revelação de Jesus. Ele entendeu que Deus não estava apenas providenciando o cordeiro que substituiria Isaque, mas que Deus providenciaria o Cordeiro que substituiria e livraria a cada um de nós.

O motivo pelo qual Deus queria um cordeiro sem defeito é por que o cordeiro é uma figura de Jesus. Em João 1: 36, João Batista ao ver Jesus diz: “Eis o Cordeiro de Deus!”. E Pedro nos diz que Jesus “não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca, quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça . Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas fomos curados”. (I Pe. 2:23,24).

Nem mesmo Pilatos foi capaz de acusar Jesus de qualquer erro. Disse ao povo que não viu nele falta alguma. Ninguém podia apontar para Jesus e trazer uma acusação verdadeira, pois o Cordeiro era sem defeito.

Penso no quanto nos esquecemos desse Cordeiro que foi morto. Como nos deixamos ser levados pelo dia-a-dia e caimos no esquecimento quanto a seu sacrifício de amor. Jesus é o Cordeiro e não o coelho.

É interessante também observar que, no texto de Êxodo, Deus instrui o povo dizendo que o cordeiro deveria ser preparado para a família, e se a família fosse pequena, que chamassem os vizinhos mais chegados para se deleitarem com esse cordeiro. Isso nos lembra que o sacrifício do verdadeiro cordeiro da Páscoa, Jesus, nos chama não apenas à comunhão com Deus, mas também uns com os outros. Por meio de Jesus temos comunhão uns com os outros. Deus nos chama para vivermos em Sua família.

Se estamos conscientes de quem é Jesus, se sabemos o valor do seu sacrifício, faço uma pergunta: O que estamos apresentando para os nossos familiares, amigos e pessoas do nosso círculo de relacionamento? Até que ponto estamos mostrando, com vidas e palavras, o valor do Cordeiro?

Cristo foi imolado como Cordeiro pascal (1 Co. 5). Se tivermos que verdadeiramente celebrar a Páscoa ou lembrar-nos de algo, nossa memória deveria ser voltada para o Cordeiro que foi morto; morto para cumprir a palavra, para nos livrar e nos libertar.

*Texto retirado do Blog Conexão Eclésia.

Ministério de Comunicação Rede Jovem Athus