sábado, 18 de junho de 2011

Diga não à condescendência cristã!

Vivemos em dias onde os cumprimentos das escrituras se tornam cada vez mais visíveis. Se pegarmos escritos de cristãos do século passado, iremos identificar a preocupação que eles tinham com o rumo que o mundo estava tomando, o que leva muitas pessoas a falarem em nossos dias: ah, dessa história já estou enjoado, não é de hoje que falam disso! O que é difícil para alguns compreenderem é que o que indignava alguns cristãos antigamente, hoje nem chega a incomodar.

Hoje em dia a realidade é outra. Muitos cristãos têm se fundamentado na superabundante Graça de Deus dispensada aos homens para tolerarem práticas que não dizem respeito às simples doutrinas estabelecidas por homens, mas que ferem diretamente os princípios bíblicos, princípios estes que de alguma forma acabam sendo negociados por vantagens pessoais e prazeres oferecidos pelo mundo.

Ao estudarmos a história de Ló (Gn 19) percebemos um homem que por causa da riqueza oferecida pelo lugar onde morava não se absteve de conviver em meio ao pecado. E aí, Ló perdeu sua salvação por isso? A resposta é não, contudo as conseqüências dessa vivência foram as mais drásticas. O interessante é que Ló era um homem justo, estava enfadado da vida dissoluta dos seus vizinhos e afligia sua alma justa por ver as práticas injustas dos sodomitas (2 Pe 2:6,7), mas isso não foi o suficiente para que ele buscasse um lugar sadio para estabelecer sua família, pois o que era tangível estava falando mais alto do que o intangível, o que também se aplica a muitos em nossa geração capitalista.

Ló conseguiu se preservar, mas não conseguiu manter sua família longe de tais influências. Por mais que tenha recebido o livramento divino, Ló não conseguiu livrar sua mulher e suas filhas da influência pecaminosa gerada pela cultura de onde estavam inseridos, afinal, não havia possibilidade de se ter uma boa influência, pois não existiam outros justos em Sodoma. Com isso, sua família foi praticamente destruída, Ló perdeu sua mulher e foi levado a cometer incesto com suas duas filhas, relações estas que geraram dois povos que mais tarde seriam grandes desafiadores do povo de Deus, os moabitas e os filhos de Amom.

A história de Ló nos leva a uma reflexão: Vale a pena estabelecer nossas raízes em lugares e com pessoas que “respiram” uma vida de impiedade? Muitos cristãos têm achado que sim e acabam firmando vínculos com pessoas que não amam a justiça e que não aborrecem a iniqüidade (Hb 1.9). Não devemos no alienar das pessoas deste mundo, mas o que não podemos é aliançar nossos princípios com os deles. É triste ver alguns cristãos perdendo sua identidade de sal da Terra e de Luz desse mundo tenebroso.

Até que ponto a condescendência dos cristãos brasileiros chegará? Será que chegará ao nível da dos Cristãos europeus ou americanos? Não nos empolguemos com a quantidade de evangélicos em nosso país, pois os números não significam nada... Você já imaginou como seria a cidade de Manaus se as 600 mil pessoas que estavam na Marcha pra Jesus de 2011 brilhassem como deveria? Empolgue-se em espalhar o caráter de Cristo por onde você passar, em semear o amor, em fazer a diferença, em não se conformar com este mundo.


Por: Ismael Rabelo




Um comentário:

stanley disse...

muito grande para ler todo