
A data em que celebramos o nascimento de Jesus não deveria ser motivo de discórdia. Afinal, o que comemoramos no dia 25 de dezembro é o nascimento do Príncipe da Paz (Is 9:6), aquele que veio oferecer-se como Cordeiro para expiar os pecados da humanidade decaída, reconciliando o ser humano com o seu Criador. Porém, atualmente, há dois grupos que se posicionam contra essa celebração.
O primeiro diz que o mês de dezembro por ser frio e chuvoso na Palestina, não permitiria que os pastores ficassem ao relento à noite guardando suas ovelhas conforme relatou o evangelista Lucas (Lc 2:8-18). O segundo, mais radical, diz que o Natal é uma festa pagã, ligada às comemorações romanas do nascimento do “deus sol invencível”.
Acima de qualquer discussão, o Deus em que cremos e a quem servimos é atemporal. Antes da criação do primeiro ser humano, Ele já existia. Antes de qualquer mente adquirir a noção da passagem do tempo ou conceber calendários Ele já reinava, soberano e absoluto, no Universo.
Nós, cristãos do mundo inteiro, celebramos o Natal por ele representar o momento sublime no qual o Filho de Deus inseriu-se, humilde e poderosamente, na nossa história, e tornou-se como um de nós. A data de 25 de dezembro é uma simples data no amplo e múltiplo contexto dessa celebração.
Dentro do cenário do nascimento do Filho de Deus, que veio do céu para salvar a mim e a você, foram mobilizados uma estrela, sábios do Oriente, simples pastores do campo e anjos. Considerando a magnitude desse acontecimento todo dia devia ser celebrado como dia de Natal. Afinal, todos os dias Jesus nasce no coração daqueles que o aceitam como Salvador.
Pr. Silas Malafaia
Revista Fiel - Dezembro de 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário